Modelo da Terapia do Esquema

1 – Os esquemas desadaptativos remotos são temas ou padrões amplos e generalizados, disfuncionais em um grau significativo, de uma pessoa e seus relacionamentos com outras. Os esquemas são formados por memórias, emoções, cognições e sensações corporais. Desenvolve-se durante a infância e adolescência, e são elaborados durante toda a vida da pessoa.

2 – Esquemas começam como representações adaptativas e relativamente precisas do ambiente da criança, mas se tornam mal-adaptativos e imprecisos à medida que a criança cresce. Como parte da pulsão humana por coerência, os esquemas lutam para sobreviver. Cumprem um papel fundamental na forma como os indivíduos pensam, sentem, agem e relacionam-se com outros. Ativam-se quando os indivíduos encontram ambientes que lembram os ambientes de sua infância produtores desses esquemas. Quando isso acontece, o indivíduo é inundado por intensos sentimentos negativos.

3 – Os esquemas desadaptativos remotos resultam de necessidades emocionais fundamentais não satisfeitas e têm sua origem principal em experiências desagradáveis na infância. Outros fatores cumprem um papel em seu desenvolvimento, como o temperamento emocional e as influências culturais.

4 – Foram definidos 18 esquemas desadaptativos remotos em cinco domínios, havendo grande quantidade de apoio empírico para esses esquemas e para alguns dos domínios.

5 – Foram definidas duas operações fundamentais dos esquemas: a perpetuação e a cura. A cura dos esquemas é o objetivo da terapia do esquema.

6 – Os estilos de enfrentamento desadaptativos consistem nos mecanismos que os pacientes desenvolvem desde cedo em suas vidas para se adaptar a esquemas, e resultam em perpetuação dos mesmos. Foram identificados três estilos de enfrentamentos desadaptativos: resignação, evitação e hipercompensação. As respostas de enfrentamentos são os comportamentos específicos por meio dos quais se expressam esses estilos de enfrentamento amplos. Há respostas de enfrentamento comuns para cada esquema. Por exemplo, para uma pessoa com esquema de abandono/instabilidade que apresenta um estilo de enfrentamento de evitação, sua resposta de enfrentamento para não entrar em contato com o sofrimento do esquema pode ser evitar totalmente relações íntimas por medo do abandono.

7 – Os modos são estados, ou facetas do self, envolvendo esquemas ou operações de esquemas específicos. Foram desenvolvidos quatro principais categorias de modos: modos criança, modos enfrentamento disfuncional, modos pai/mãe disfuncional e modos adulto saudável.

8 – A terapia do esquema tem duas fases: a fase de avaliação e educação e a fase de mudança. Na primeira, o terapeuta ajuda os pacientes a identificar seus esquemas, entender as origens destes na infância ou adolescência e a estabelecer relações com seus problemas atuais. Na fase de mudança, o terapeuta combina estratégias cognitivas, vivenciais, comportamentais e interpessoais para curar esquemas e substituir estilos de enfrentamento desadaptativos por formas mais saudáveis de comportamento.

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