Tratamento da Síndrome do Pânico

O Psicologia Rio possui psicólogos especialistas no tratamento da síndrome do pânico. Conheça agora o protocolo da psicoterapia cognitivo-comportamental para o transtorno do pânico.

O que é Síndrome do Pânico?

Os “ataques de pânico” são episódios distintos de temor ou medo intenso, acompanhados por sintomas físicos e cognitivos. Eles são apresentados no checklist sobre ataque de pânico do DSM-IV-TR (American Psychiatric Association, 2000), como por exemplo ideações de morte por sufocamento, ataque cardíaco, loucura, perda de controle ou sintomas de perturbação que envolve reações no sistema nervoso simpático (taquicardia, falta de ar, tremores, sudorese, tonteiras, vertigens, náuseas, formigamento e outros).

Esses ataques de pânico são distintos em função de seu início inesperado ou súbito e de sua curta duração, ao contrário do surgimento gradual da ansiedade. Os ataques no contexto do transtorno de pânico muitas vezes são inesperados, ou seja, da perspectiva do paciente, eles parecem acontecer sem um fator desencadeante visível ou em momentos em que não se esperam. O diagnóstico de transtorno de pânico é dado em caso de ataques de pânico “inesperados” recorrentes, seguidos de, pelo menos, um mês de preocupação persistente com a recorrência e suas conseqüências ou por uma mudança significativa de comportamento, como resultado dos ataques.

Assim como acontece com todas as emoções básicas, os ataques de pânico estão associados a fortes tendências à ação. Com mais freqüência, são necessidades de fugir. Esses comportamentos de fuga ou evitação limitam drasticamente a vida sócio-ocupacional do indivíduo.

Causas da Síndrome do Pânico

As causas do ataque de pânico ainda são “obscuras”, mas já se tem hoje estudos que apontam alguns fatores que podem contribuir para a predisposição e manutenção da síndrome do pânico.

Fatores cognitivos: o papel dos medos específicos, aprendidos e mediados cognitivamente de determinadas sensações corporais. Estudos mostram que a catastrofização que o indivíduo faz a respeito de determinadas sensações corporais desagradáveis, como por exemplo a interpretação de “perigo” de um determinado sintoma (taquicardia, falta de ar ou vertigem por exemplo) dispararia ou aumentaria as sensações corporais, confirmando desse modo a ameaça e gerando com isso mais interpretações catastróficas e mais ansiedade.

Fatores ambientais: situações estressantes e traumáticas também podem contribuir para o primeiro episódio de ataque de pânico. Eventos negativos de vida como perdas, morte de um ente querido, doenças ou separações traumáticas e/ou repentinas podem ser exemplos de situações precipitadoras de pânico. Como nem todos que passam por eventos estressantes desenvolvem pânico, é necessário também avaliar a história de vida do indivíduo, como aspectos de personalidade, padrões de funcionamento diante da vida e crenças sobre si mesmo, sobre os outros e sobre o mundo.

Fatores genéticos: a predisposição genética aumenta as chances da pessoa desenvolver a síndrome do pânico.

Fatores comportamentais: os comportamentos movidos pela emoção e a estratégia de evitação emocional destinados a suprimir, reduzir ou aliviar a intensidade dos sintomas, como sair de um local avaliado como ameaçador ou deixar de realizar atividades importantes podem manter e agravar a síndrome do pânico.

Fatores interoceptivos: o baixo limiar de tolerância ao desconforto de sensações corporais desagradáveis é um fator que contribui na manutenção da síndrome do pânico.

Tratamento da Síndrome do Pânico

Pesquisas mostram que o melhor tratamento para a síndrome do pânico é a combinação de psicofármacos e psicoterapia cognitivo-comportamental. A terapia cognitiva-comportamental (TCC) vem se mostrando altamente eficaz no controle e prevenção dos sintomas de pânico.

Dentre os aspectos comuns aos programas de tratamento cognitivo-comportamental para a síndrome do pânico estão:
(a) manejo das interpretações distorcidas e catastróficas (reestruturação cognitiva); (b) treinamento de habilidades de manejo de sintomas corporais (relaxamento muscular e retreinamento da respiração); (c) exposição aos sinais corporais temidos (exposição interoceptiva) ou as situações indutoras do pânico; (d) prevenção de recaída (abordar os agentes estressores psicossociais e internos que podem desencadear pânico).

Felizmente pesquisas mostram que quando o paciente recebe tratamento adequado o prognóstico é bastante favorável, com altas taxas de remissão dos sintomas. No entanto, apenas 1/3 das pessoas dispõe de uma terapia adequada, conforme mostra o Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA (INMH). Daí a importância de se procurar um psicólogo quando a pessoa apresenta a síndrome do pânico. A aliança com o terapeuta e a dedicação e empenho do paciente é fundamental para o sucesso do tratamento da síndrome do pânico. Conforme apresentado anteriormente, a TCC vai atuar nas causas do pânico, no controle dos sintomas e na prevenção de possíveis recaídas, possibilitando que a pessoa viva uma vida mais plena e feliz.

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Alexandre Alves – Psicólogo Clínico

CRP – 05/39637