Tratamento da Ansiedade Generalizada

Tratamento da ansiedade generalizada com psicólogos especialistas no Psicologia Rio. Conheça agora um tratamento psicoterápico moderno que vem alcançando resultados mais positivos na melhora dos pacientes com transtorno de ansiedade generalizada denominado Terapia Comportamental baseada na Aceitação (TCBA). 

O que é o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)?

É um quadro de ansiedade com preocupações excessivas de longa duração, presentes na maioria dos dias (mínimo de 6 meses), acompanhado por sintomas somáticos. A ansiedade/preocupação é impossível de controlar, além da presença de três ou mais sintomas associados (tensão muscular, irritabilidade, agitação ou excitação, dificuldade de concentração ou brancos mentais, cansar-se facilmente e ter dificuldade de dormir), e resulta em desconforto e grave comprometimento na vida profissional, social, familiar e afetiva.

Tanto a CID 10 (1992) como o DSM IV (2002) enfatizam:

  • Sintomas somáticos;
  • Descontrole com preocupações e conseqüente prejuízo;
  • O TAG é o transtorno de ansiedade mais comum, quatro vezes mais freqüente que o pânico;
  • Possui maior prevalência em mulheres.

É comum os indivíduos com níveis cronicamente altos de ansiedade se autodescreverem da seguinte maneira:

  • “Muitas vezes me incomodo com as fortes batidas do meu coração”.
  • “Pequenas contrariedades me irritam”.
  • “Muitas vezes fico subitamente amedrontado sem motivos”.
  • “Preocupo-me o tempo todo, e isso me deprime”.
  • “Frequentemente passo por períodos de completa exaustão e fadiga”.
  • “Sempre é difícil para mim tomar uma resolução”.
  • “Eu pareço sempre temer alguma coisa”.
  • “Sinto-me nervoso e tenso o tempo todo”.
  • “Muitas vezes acho que não posso superar minhas dificuldades”.
  • “Sinto-me constantemente sob pressão”.


Quais os sintomas do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)?

Tensão motora: tremores, incapacidade de relaxar, fadiga, cefaléia e movimentação inquieta;

Hiperatividade autonômica: dificuldade de respirar, palpitação, tontura, sudorese, ondas de frio/calor, micção freqüente, náusea e outros;

Hipervigilância: insônia, irritabilidade, sensação difusa de que algo negativo vai acontecer, preocupação excessiva e etc.


Quais as causas para o Transtorno da Ansiedade Generalizada (TAG)?

Fatores genéticos: algumas pessoas teriam uma maior suscetibilidade ou vulnerabilidade para desenvolver o transtorno por conta do temperamento mais ansioso. Estudos mostram crianças difíceis no primeiro ano de vida (choro, dificuldade de dormir, dores, etc.).

Fatores ambientais: alguns autores apontam que a convivência com pais e irmãos superprotetores, intrusivos, controladores e que oferecem ajuda excessiva auxilia no desenvolvimento de uma evitação aos estímulos ameaçadores; as mensagens recebidas pelos pais em relação às informações de perigo podem contribuir também para o desenvolvimento de crenças que levam a pessoa a avaliar o mundo como um lugar perigoso e que ela deve estar em constante vigilância.

Estudos e pesquisas recentes apontam que o indivíduo com TAG costuma ter as seguintes características:

(a) uma intolerância frente à incerteza;
(b) usa a preocupação como forma de enfrentamento aos perigos antecipados;
(c) apresenta um comportamento de evitação cognitiva e emocional frente aos estímulos desagradáveis e ameaçadores;
(d) e também problemas de relacionamentos interpessoais (relacionamentos intrusivos e excessivamente cuidadosos).

Esses comportamentos contribuiriam para a manutenção do transtorno da ansiedade generalizada.


Tratamento da Ansiedade Generalizada

Devido ao número elevado de sintomas físicos muitos clientes (pacientes) não admitem sofrer de um problema mental. Tal ideia acaba dificultando o diagnóstico e o tratamento. Desse modo é importante realizar um exame físico completo e exames laboratoriais.

A combinação de Terapia Cognitivo-Comportamental e psicofármacos têm se mostrado como a alternativa mais eficaz no tratamento do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG).

O portador de TAG possui uma percepção exagerada de perigo combinada com uma percepção diminuída de sua capacidade de lidar com os problemas. Além disso, a avaliação antecipatória que o portador do TAG faz costuma superestimar a probabilidade de algo sair errado.

O tratamento cognitivo-comportamental tem como objetivo reduzir a ansiedade mediante técnicas que possibilitem auxiliar o paciente a identificar, avaliar, controlar e modificar seus pensamentos negativos relacionados à noção de perigo e a comportamentos associados. Costuma basear-se nos seguintes procedimentos:

1. Psicoeducação: a explicação do tratamento é essencial para estimular a colaboração do cliente. Explicar o modelo do tratamento nos 3 componentes da emoção (cognitivo, comportamental e fisiológico) é importante, além de mostrar como ele é capaz de explicar a diversidade de sintomas que o paciente possui.

2. Reestruturação cognitiva: o cliente do TAG comete com freqüência diversas distorções negativas de pensamento, como por exemplo a catastrofização (avaliar um evento ameaçador como muito mais perigoso do que ele realmente é e subestimar a habilidade para lidar com tal evento) ou a superestimação da probabilidade da ocorrência de eventos negativos. O terapeuta então auxilia o paciente a identificar e corrigir esses padrões de pensamentos problemáticos e substituí-los por pensamentos alternativos mais saudáveis e realistas. O objetivo da terapia cognitiva é estimar objetivamente a probabilidade dessas avaliações negativas e incorporar outras, mais realistas e baseadas em evidências, sobre o desfecho de uma situação.

No Protocolo Unificado para Transtornos Emocionais (PU), não se estimula o paciente a “mudar” seus pensamentos a outros, “mais realistas”, e sim se pede que permita outras interpretações possíveis que tenham mais probabilidades de estar baseadas em evidências, ao mesmo tempo em que deixa que todas as avaliações possíveis existam em sua mente, sem atribuir muita importância a nenhuma delas em particular. O objetivo da reavaliação de antecedentes cognitivos é a flexibilidade no pensamento e o reconhecimento de que pode haver muitos resultados possíveis.

3. Ruptura dos padrões comportamentais: o terapeuta auxilia o cliente a identificar seus comportamentos mantenedores dos sintomas e substituí-los por comportamentos alternativos mais adaptativos e que eliminem o ciclo de emoções excessivas e disfuncionais que prejudicam significativamente a sua qualidade de vida.

4. Modulação emocional: o cliente aprende a aumentar a sua tolerância aos sinais e sensações desagradáveis da ansiedade excessiva e crônica. Técnicas de relaxamento e de treinamento para consciência emocional (mindfulness) são usadas com essa finalidade.

5. Exposição a preocupação: o cliente com TAG aprende com as atividades de exposição que ocorrem durante a sessão ou como tarefa de casa a vivenciar os estímulos avaliados como perigosos, sejam eles internos ou externos, de modo mais hábil e eficaz, e com isso adquirem um novo aprendizado sobre sua capacidade de enfrentamento dos seus problemas.

Uma nova linha de tratamento da abordagem cognitivo-comportamental para o TAG, denominada de terapia comportamental baseada na aceitação (TCBA), tem sido usada na Psicologia Rio com resultados superiores na melhora dos pacientes.

Esse modelo conceitual da TCBA destaca três alvos para intervenção no tratamento de pacientes com TAG e outros transtornos comórbidos: (1) formas problemáticas de se relacionar com experiências internas, (2) estratégias rígidas destinadas à evitação de experiências e (3) constrição ou evitação de ações significativas. Com base nesse modelo, os objetivos de uma TCBA para o transtorno de ansiedade generalizada são: (1) cultivar uma postura ampliada (em oposição a uma estreita) e um consciência compassiva (em oposição a uma crítica e julgadora), descentrada (em oposição a uma enredada e fundida) em relação a experiências internas; (2) aumentar a aceitação/disposição de ter experiências internas; e (3) realizar de forma consciente comportamentos pessoalmente significativos.

O tratamento da TCBA tem um protocolo individual de 16 sessões semanais, com as duas últimas sessões sendo mais espaçadas (a cada duas semanas) e focadas na prevenção de recaída. As primeiras sete sessões são direcionadas à psicoeducação e construção de habilidades, sobretudo as de mindfulness, e as sessões restantes se concentram na aplicação das habilidades enquanto o paciente realiza ações pessoalmente significativas e valorizadas.

Se você suspeita de apresentar os sintomas do Transtorno de Ansiedade Generalizada procure um profissional qualificado e faça a sua avaliação. O tratamento cognitivo-comportamental possui um prognóstico favorável, com uma melhora significativa na qualidade de vida da pessoa, mas requer dedicação e empenho do cliente numa aliança colaborativa com o terapeuta.

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Alexandre Alves – Psicólogo Clínico

CRP 05/39637