Promovendo seu Próprio Bem-estar Emocional

Podemos estimular nosso bem-estar emocional de diversas maneiras além da ajuda especializada. Monitorando nossos sentimentos e comportamentos podemos identificar quais ações e situações nos causam sofrimento e também que nos beneficiam mais. Os problemas que as pessoas enfrentam são muito variados, de modo que não exista uma receita de bolo para se permanecer psicologicamente saudável. Contudo, eis algumas dicas que podem ajudar as pessoas a estimular um maior bem-estar emocional:


Aceitando seus sentimentos
Raiva, tristeza, medo e a sensação de não ter atingido ideais ou objetivos são emoções desagradáveis, e podemos tentar fugir da ansiedade negando estes sentimentos. É comum tentarmos escapar da ansiedade enfrentando às situações sem emoção, o que leva a um falso tipo de desapego e frieza que pode ser destrutiva. Podemos tentar suprimir todas as emoções, deste modo perdendo a capacidade de aceitar como normais as alegrias e tristezas que são parte do nosso envolvimento com outras pessoas.

Emoções desagradáveis são uma reação normal a diversas situações. Ficar bravo com alguém que nos desapontou, por exemplo, é uma reação natural e normal, e portanto é mais saudável reconhecê-la do que negá-la. Quando as emoções não podem ser expressas diretamente (por exemplo, talvez seja melhor não gritar com o chefe), é útil encontrar outra saída para aliviar a tensão. Fazer uma longa caminhada, nadar ou discutir a situação com amigos pode ajudar a dissipar a raiva. Quando a pessoa aceita seu direito de sentir emoções e os canais diretos de expressão estão bloqueados ela pode expressá-las de modo indireto ou alternativo.


Conhecendo suas vulnerabilidades
Podemos nos proteger do estresse descobrindo os tipos de situações que nos trazem mal-estar ou nos fazem reagir exageradamente. Talvez algumas pessoas lhe incomodem. Você pode evita-las, ou tentar compreender o que elas possuem que lhe trazem o incômodo. Talvez elas pareçam tão equilibradas e confiantes que fazem você se sentir inseguro. Tentar descobrir a causa do desconforto pode ajudá-lo a ver a situação de uma nova perspectiva. Talvez você fique muito nervoso quando tem que falar em aula ou apresentar um trabalho. Você pode tentar evitar essas situações ou pode adquirir confiança fazendo um curso de oratória. Você pode também reinterpretar a situação. Em vez de pensar “Todos só estão esperando para me criticar assim que eu abrir a boca”, você poderia dizer a si mesmo “Os colegas estão interessados no que eu tenho a dizer, e eu não vou me preocupar se cometer alguns erros”.

Muitas pessoas sentem-se especialmente ansiosas quando estão sob pressão. O cuidadoso planejamento e espaçamento do trabalho pode ajuda-lo a não se sentir sobrecarregado no último minuto. A estratégia de propositalmente reservar mais tempo do que você acha que precisa para chegar às aulas ou compromisso pode eliminar uma fonte de estresse.


Desenvolvendo talentos e interesses
Normalmente as pessoas aborrecidas e infelizes têm poucos interesses. Geralmente quanto mais você sabe sobre um assunto, mais interessante ele (e a vida) se torna. O sentimento de competência obtido com o desenvolvimento de habilidades pode melhorar a autoestima. Identificar e explorar talentos pessoais, transformando-os em pontos fortes, é um poderoso instrumento de bem-estar emocional.


Envolvendo-se com outras pessoas
Sentimentos de isolamento e solidão estão no centro de muitos transtornos emocionais. Somos seres sociais e precisamos de apoio, conforto e tranquilização de outras pessoas. Concentrar toda a atenção em seus próprios problemas pode levar a uma preocupação insalubre com você mesmo. Dividir suas preocupações com os outros muitas vezes lhe ajuda a ver seus problemas de maneira mais clara. Além disso, preocupar-se com o bem-estar dos outros pode reforçar seus sentimentos de valor próprio.


Sabendo quando buscar ajuda
Embora essas sugestões possam ajudar a buscar o bem-estar emocional, existem limites para a autocompreensão e autoajuda. Alguns problemas são difíceis de resolver sozinho. Nossa tendência ao autoengano faz com que tenhamos dificuldade para ver os problemas de maneira objetiva, e podemos não estar consciente de todas as soluções possíveis. Se você acha que está fazendo pouco progresso no sentido de controlar um problema, é hora de procurar auxílio profissional com um psicoterapeuta. A disposição de procurar auxílio é um sinal de maturidade emocional e não de fraqueza; não espere para se sentir sobrecarregado. Procurar ajuda psicológica quando necessário deve ser aceito como hábito de ir ao médico por problemas de saúde.