Aumentando o Bem-Estar com a Prática da Gratidão.

O que é gratidão?

Expressar gratidão é uma espécie de “metaestratégia” para alcançar um aumento da felicidade. Para muitas pessoas a expressão da gratidão significa muito. É saborear, dar o devido valor às coisas; é superação, orientar-se para o presente. A gratidão é um antídoto contra as emoções negativas, algo que ajuda a neutralizar a inveja, a avareza, a hostilidade, o aborrecimento e a irritação. Por definição, praticar a gratidão envolve um foco no momento presente – na valorização de sua vida tal como é hoje e o que a fez assim. É reconhecer as coisas positivas na nossa vida e o que recebemos e sermos gratos por elas.

Quais os benefícios da prática da gratidão?

Estudos mostram que as pessoas gratas com regularidade são relativamente mais felizes, energizadas e esperançosas, tendo relatado uma maior freqüência de emoções positivas. Tendem também a ser mais solidárias e empáticas, mais espiritualizadas e religiosas e menos materialistas do que outras que estão menos predispostas ao agradecimento. Além disso, quanto mais uma pessoa se inclina para a gratidão, menor a probabilidade de ficar deprimida, ansiosa, solitária, invejosa ou neurótica.

De acordo com Sonja Lyubomirsky (2008), pesquisas realizadas em relação à gratidão mostrou que as pessoas que a praticaram tiveram uma melhora na sua saúde física e mais tempo gasto em exercícios. Outros estudos mostraram que nos dias que os indivíduos se esforçam por expressar sua gratidão experimentam sentimentos como interesse, entusiasmo, alegria e orgulho e é mais provável que contem ter ajudado alguém, se sintam mais ligados aos outros e tenham até mais horas de sono com qualidade.

Como praticar a gratidão?

A gratidão pode ser expressa através de um diário, carta, contemplação, reflexão, identificação ou de forma direta. O objeto da gratidão pode ser pessoas, realizações, conquistas, experiências e situações de vida.

Se você gosta de escrever pode ter um diário de gratidão. Escolha um momento do dia em que disponha de alguns minutos para refletir com ponderação. Pode ser pela manhã, durante o almoço, enquanto vai para o trabalho ou antes de dormir. Pense em cinco motivos pelos quais se acha atualmente agradecido, que o façam pensar porque a vida valeu a pena. Um modo de fazer isso é se concentrar em tudo que sabe ser verdade – por exemplo, algo em que você é bom, aquilo de que gosta no lugar em que vive, objetivos que alcançou, suas vantagens e oportunidades. Não se esqueça dos indivíduos específicos que se preocupam com você, que colaboraram ou se sacrificaram por você ou, de algum modo, estiveram em contato com sua vida. Você também pode usar o diário para registrar de três a cinco momentos que você é grato pelo seu dia, checando no final do dia o que registrou.

O modo que irá “contar suas bênçãos” dependerá da sua personalidade, objetivos e necessidades. Em vez de escrever, você pode escolher um tempo estipulado para contemplar cada um dos objetos de gratidão e também para refletir sobre o motivo pelo qual é grato e como sua vida foi enriquecida. Outra possibilidade é identificar uma situação em cada dia que, de hábito, deixamos passar despercebida e que, de modo geral, anda desvalorizada ou também pode substituir um pensamento ingrato por dia (“minha irmã esqueceu meu aniversário”) por outro grato (“no entanto, ela sempre esteve ao meu lado”).

Outra recomendação importante é manter o frescor da estratégia de gratidão, variando-a ou não a praticando em excesso. Por exemplo, se você conta suas bênçãos todos os dias, exatamente da mesma forma, em uma rotina que não muda, pode ficar entediado com isso e parar de extrair um ganho emocional com isso. Em vez disso, você poderia parar e expressar gratidão apenas após determinados motivos – por exemplo, depois de suportar uma privação ou quando estiver mais necessitado de um incentivo. Você também pode variar intencionalmente as áreas de sua vida em que se concentra – por exemplo, contar suas bênçãos a respeito de relações de apoio, no trabalho, de acontecimentos passados, do ambiente físico ou mesmo da própria vida.

Quem valoriza suas experiências positivas vive melhor!


Fonte: Sonja Lyubomirsky; “A Ciência da Felicidade”.